Almoço português, sem relógio e com muita diversão.
Posted In: Alentejo, Bela Sintra, Douro, Portugal
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Hoje fui a um almoço daqueles raros e inesquecíveis. O Marcelo ofereceu o almoço e estavam, além do Marcelo, Carlos, Buda, Sergio, Monica, Cynthia, Alcir e eu. Aconteceu no magnífico Bela Sintra em São Paulo. Cheguei um pouco atrasado e todos estavam a escolher os pratos e a beber um Pêra Manca branco. O Sergio como sempre reclamava que só bebe vinho tinto. O Alcir foi logo passando a carta e pedindo para eu escolher. Fiquei sem graça porque na verdade o dono do evento era o Marcelo. Mas como houve consentimento, fui adiante. Esta foi uma das vezes que errei na composição dos vinhos, pois escolhi um Post Scriptum 2004 e coloquei na sequência o Herdade do Grou Reserva 2006. Explico:

POST SCRIPTUM
O Post Spriptum estava muito agradável, perfumado e macio, mas senti que o pessoal não se emocionou muito. Enquanto isso, terminamos de escolher os pratos, a maioria pediu Arroz de Pato, eu pedi Bacalhau Nunca Chega e a Cynthia, que não bebia nada, pediu camarões.
Logo no início do almoço propriamente dito, chegou o Herdade do Grou que estava no decanter. Todos ficaram maravilhados e começaram a rir, dizendo que o Grou destruiu o Post Scriptum. Não foi nada disso, o Post Scriptum é um vinho muito bom, fino, sofisticado, mas o Grou é super potente, um vinho de guarda que estava muito jovem e portanto agredia muito mais o paladar de todos. Tinha um forte aroma de especiarias e café, taninos vigorosos e na boca parecia uma orquestra de sabores de frutas maduras. E foi exatamente aí que eu errei. Não conhecia o Grou e subestimei sua potencia, ele nunca poderia seguir o Post Scriptum. Para me redimir, pedi uma segunda garrafa do Grou.
Vinhos a parte, esta turma reúne o que há de melhor em alto astral, inteligência e boa conversa. Preciso estar mais com eles. Obrigado Marcelo, Obrigado a todos.

Espetacular Alentejano























Se você conheceu agora o ‘Grou’ vai querer conhecer um outro mais ou menos difícil de encontrar: ‘Serros da Mina’ tinto 2005 produzido pela Sociedade Agro Pecuária do Oeste Alentejano.
‘Serros da Mina’ é da região do Alvito (produzido na Herdade das Barras) num mix de castas Aragonez, Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon que depois de estagiar 12 meses em cuba inox e madeira de carvalho conferem um néctar de 14,5º… Absolutamente delicioso.
Acho que na área de S.Paulo ele estará disponível num restaurante também português, o ‘Ora Pois!’ na Vila Madalena.
Abarço desde Lisboa.
LB
Paulão,
Realmente o almoço estava maravilho, alto astral como sempre, rodeado de amigos querido.
Precisamos sempre, pois é muito bom estar ao lado de pessoas encantadoras e principalmente apaixonadas e felizes.
Quanto aos vinho, você sabe da minha da adoração pelos protugueses e estava tudo certo e correto, pois se tivessemos invertido as garrafas, garanto que haveria um ar de frustração.
Prefiro sempre o encerramento em grande estilo e marcante.
Precisamos agora ir ao ICi Bistrô, mas o Alcir é um furão.
Abs,
Buda
Em tempo, Herdade do Grou é um blend de Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. Envelhece por 12 meses em barricas de carvalho novas.
Post Scriptum é um vinho do Douro, produzido pela Prats & Symington, blend de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Passa por 8 meses em barricas de carvalho francês.