Vapolicella
A região de Vapolicella fica na região noroeste da província de Verona no Vêneto, Italia. Corvina é a uva mais importante em Vapolicella e cresce muito bem nas colinas da região. A produção de Vapolicella está dividida em três diferentes estágios, O Vapolicella básico, o Vapolicella Superior e o Amarone. O Vapolicella é um vinho fresco e frutado, fácil de beber e representa bem a característica da Corvina. A Rondinela também é secundariamente utilizada na produção dos Vapolicellas. Os Vapolicellas podem envelhecer de 2 a 3 anos, mas após este período, perdem suas principais características. O Vapolicella Superior é uma outra categoria de vinho, que usa porções de vinhas muito mais concentradas, com baixa produtividade ou utiliza o processo Ripasso. O Sistema Ripasso é utilizado especialmente nesta região e consiste em fermentar o vinho duas vezes.
Informações retiradas da entrevista de Marilisa Allegrini à Wine Spectator.
Veja mais dos vinhos Allegrini aqui.




















Paulo. Infelizmente esta região está, para muitos, estigmatizada pela grande quantidade de vinhos de baixa qualidade que inunda as prateleira dos supermercados, tais como os Valpolicella Bolla e outros do gênero, estes, com certeza não são a representatividade vínica da região. Felizmente esta fase já passou e recomendo aos que estão traumatizados que experimentem, nas boas lojas do ramo, os atuais vinhos desta região.
De fato, há quatro categorias bem distintas deste vinho.
O vinificado de maneira tradicional, com a combinação clássica Corvina-Rondinela, leve e frutado tinto elegante o suficiente para acompanhar peixes mais gordurosos como o salmão.
Ocorre que há os melhores da turma que utilizam a uva Corvina em forma de uva seca, explico.
A técnica consiste na utilização da Corvina advinda dos melhores exemplares que durante 4 a 6 meses são colocadas numa espécie de prateleira onde secam, depois são vinificadas ao estilo tradicional com a inclusão de sua parceira Rondinela, esta sem a técnica da secagem.
Resulta, então, num vinho robusto, concentrado ligeiramente mais alcoólico e levemente adocicado, mas caro.
Não faz o meu estilo, mas tem uma legião de admiradores.
A técnica do Ripasso consiste em introduzir o Valpolicella, pronto e acabado em contato com as leveduras de um amarone, para que repasse (ripasso) sobre as uvas secas e concentradas de um amarone com isso, o açúcar ainda presente nas leveduras provoca uma segunda fermentação e o vinho ganha cor , teor alcoólico , complexidade de aromas e corpo.
Resultando num vinho menos adocicado mas que mantém corpo e estrutura com taninos mais educados e macios e, melhor, paga-se bem menos.
Já o Recioto é o vinho doce da região que utiliza somente a Corvina passificada.
O Masi, produtor italiano que introduziu a técnica do Ripasso produz vinhos em Mendonza onde utiliza a técnica e a casta Corvina em casamento com a Malbec, produzindo vinhos singulares.