Barosa Valley

 

O Vale do Barossa, na Austrália Meridional é o coração da indústria vinícola daquele país. Muitas empresas Australianas que ganharam fama mundial são daquela região, como Penfolds, Orlando e  Wolf Blass. Estes empreendimentos começaram no século XIX através da imigração de Britânicos, Alemães, quase todos luteranos, fugindo da intolerância religiosa na Europa. O gosto dos britânicos por vinhos fortificados doces e potentes foi o combustível da região no início da produção. Depois do Segunda Guerra Mundial, aumentou a procura por vinhos brancos e Barossa Valley sobre se adaptar. Porém ao longo de sua história a melhor expressão da região tem sido a uva Syrah. No Brossa Valley a Syrah oferece vinhos de grande potência e concentração.

Uma sub-região do Brossa Valley é o Vale do Eden, com clima mais ameno. Esta região é dominada pelas vinícolas Yalumba Henschke. Ambas foram fundadas na segunda metade do século XIX. Esta região produz vinhos mais elegantes e menos pesados. Ali também são cultivados as melhores uvas Rieslings da Austrália. São vinhos de aromas florais e sabor cítrico. Esta também é uma região que possui vinhedos com mais de 100 anos de produção e oferecem vinhos fantásticos como foi o Henschke Hill of Grace, produzido em 1960 e que se transformou em um diamante dos restaurantes mais sofisticados do mundo.

É do Barossa Valley um dos vinhos que eu mais aprecio, o Elderton Brossa Ashmead.  Este australiano é um vinho de primeira classe. Provém de videiras com 70 anos de idade, produzido em Barossa Valley. Envelhece 18 meses em barricas de carvalho Um vinho poderoso, com toques de chocolate e Madeira tostada. Este 2001 já está otimo, mas vai ficar ainda melhor nos próximos 10 anos. Sua produção é muito limitada, apenas 700 caixas. Portanto é um vinho de alto custo, R$ 390 no Brasil.

Pesquisa realizada no livro “Vinhos do Mundo Todo” – Guia Ilustrado Zahar.

 

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