Conheça um pouco da vinicultura da Sicília na Itália

Esta ilha na Itália tem uma tradição vinícola de milhares de anos, desde a chegada dos gregos no século V a.C.. Por muito tempo a enorme produção da ilha não conseguia obter reconhecimento, sobre tudo por conta da enorme quantidade de vinhos medíocres. Mas recentemente um grupo de grandes produtores italianos, inconformados com a pouca representatividade dos vinhos da Sicília resolveram investir nas castas locais, acreditando em seu potencial. De fato tem conseguido bons resultados de qualidade e reconhecimento, mais pelos vinhos tintos (com a Nero d’Avola), que através dos brancos com a uva Inzolia, além é claro do Marsala, veja quadro no final do post.

A Sicília possui 17 denominações de origem controlada (D.O.C.), mas estas representam uma parte ínfima da produção da ilha. A enorme produção de vinhos brancos inexpressivos no oeste da ilha é que cria a grande contradição da Sicília: Grande produção, ainda com poucos vinhos de qualidade alta.

Veja alguns deles aqui no NOSSO VINHO:

Zisola Sicilia IGT 2006

Um Borgonha na Sicília?

Harmonium 2001 Nero D’Avola IGT

O Marsala Siciliano

É um dos grandes vinhos fortificados no mundo, que já teve o seu auge no passado, caiu em decadência e com a revisão de sua D.O.C. em 1984 tenta retomar o caminho da qualidade. O Marsala é concorrente dos vinhos portugueses do Porto e Madeira, popularizado como eles pelos ingleses no século XVIII. É produzido no oeste da ilha, nos arredores da cidade portuária de Marsala, com cepas brancas Catarratto, Grillo, Damaschino e Inzólia. Existe ainda a cepa tinta Rubino.

Veja também:

Florio Marsala

Se não fosse pela história e maravilhosos vinhos, apenas a paisagem da Sicília valeria a visita. Veja na foto do topo.

Fonte: Os Vinhos de André Dominé e Larousse do Vinho.
Sicília

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1 Comment
  • Peter Wolffenbü
    dezembro 28, 2009

    Paulo. Interessante ter comentado o vinho fortificado da Sicília. A maioria dos países produtores têm o seu vinho fortificado, mas neste quesito Portugual é campeão. Apesar dos ingleses pensarem que o vinho fortificado, começou no Douro, não é verdade. Faz parte da tradição lusitana a produção de vinhos fortificados. Já no tempo dos descobrimentos, por volta de 1.500, os Moscatéis de Setubal eram colocados em barricas de madeira e enviados com os navios em viagens intercontinentais para consumo e/ou para acelerar o envelhecimento. Tática que deu certo, pois os que voltavam eram chamados de torna-viagem e vendidos a peso de ouro.

    O que torna o vinho fortificado é a adição de aguardente vínica com mais ou menos 70% de álcool. Assim a fermentação é paralisada, mantendo-se o alto índice de açucar natural da uva bem como seus aromas. Além dos famosos vinhos do Porto, Portugual nos apresenta os Moscatéis de Setubal, plantados nas cercanias de Lisboa, já nas ilhas temos o Madeira, bastante conhecido, também, e o da ilha de Açores, o chamado vinho dos Biscoitos, elaborado com a casta Verdelho, nas encostas vulcânicas da ilha Terceira. Enfim, em Portugual em quase todas as vilas se produz alguma parcela de vinho fortificado, também chamado por lá de vinho abafado.

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