Hermitage branco Les Miaux 2006, Ferraton Père & Fils

Este branco do Norte do Rhone é um grande vinho para o verão, um corpo macio, com sabores de caqui e melão, um final interessante e fumado. Apenas 100 caixas dessa safra foram produzidas. Feito com 50% de Marsanne e 50% de Roussane. Metade do vinho foi maturado em tanques de inox e 50 % em barricas de carvalho, por 12 meses. Recebeu 93 pontos do Robert Parker e 91 da Wine Spectator.

Ferraton Pere et Fils foi fundada no vale do Rhone em 1946.

Um pouco sobre a denominação Hermitage.

É a porção nobre do Vale do Rhone, ao norte, conhecida por seus tintos longevos e por seus brancos complexos. As vinhas são cultivadas na região desde o período Galo-Romano. Ganhou reputação no século XVIII quando a qualidade de seus vinhos atingiu o nível dos Grand Cru de Bordeaux. A Denominação Hermitage se aplica a uma única colina de grannito sobre a cidade de Tain I’Hermitage. O nome vem da lenda de um cavaleiro que retornou ferido das cruzadas e viveu como eremita nesta colina até o fim dos seus dias. Existe uma pequena capela medieval no topo da colina que celebra esse mito.

Os brancos de Hermitage são mais encorpados e tem buque de mel quando jovens ficando mais minerais quando envelhecem.

Informações do livro Vinhos do Mundo Todo de Jorge Zahar.

Hermitage branco Les Miaux 2006, Ferraton Père & Fils

3 Comentários
  1. peter Diz

    Importante lembrar que o Rhône, assim como Bordeux são as primeiras regiões francesas que receberam as mudas de Vitis Vinifera que se tem notícia. E não é por acaso, as duas são e foram importantes linhas de comércio a partir do oceano. O rio Rhône era a porta de entrada do mediterrâneo e suas especiarias, vindas do oriente, para o interior da europa. Não é por menos que importantes e famosas cidades, principalmente por sua gastronomia, estão na rota deste rio, Lyon e Dijon, por exemplo.

    Mais, fundamental destacar que o Rhône divide-se em duas regiões vinícolas completamente distintas. Ao norte, onde Hermitage é uma das sub-regiões, reina absoluta e quase sozinha a Syrah, que alguns ampelógrafos e historiadores entendem que os cavaleiros medievais a tenham trazido do atual Irã, que , inclusive tem uma cidade com este nome. No Rhône norte são elaborados os melhores exemplares que esta casta pode fornecer. Além do vinho branco com as castas mencionadas neste post e porto seguro para a casta branca Viogne, bastante comentada, hoje, no mundo do vinho.

    Já ao sul, no chamado vale sul do Rhône, perto de Avignon, cidade medieval que abrigou a nova casa dos Papas quando da cisão da Igreja Católica na época por mais de 70 anos esta cidade foi sede oficial do Papado. Daí o nome Castelo Novo dos Papas, Châteauneuf -du -Pape, que na verdade é um blend de várias castas tintas, mais ou menos 16 tipos e algumas brancas. É de se destacar, também, a jovem região demarcada de Côtes du Ventoux , que produz vinhos bem jovens e mais em conta financeiramente.

    1. Paulo Diz

      Peter, onde você aprendeu tanto??
      Obrigado pelos comentários que tem incluído um conteúdo do Quinto Dan* ano NOSSO VINHO.
      ________________
      * Quinto Dan, último grau da faixa preta no Judô.

  2. peter Diz

    Muito obrigado, Paulo. Aprendi lendo, conversando, OUVINDO muito e, principalmente, PROVANDO variados vinhos, sem preconceito algum, gosto de experimentar vinhos diferentes. Mas, no fundo, devo os vinhos alemães (tenho dúvida de que eram produzidos lá) das garrafas azuis lembra? Foram elas que me levaram a gostar de vinho, dali para a frente foi como subir uma escada.

    Sem esquecer que o vinho é uma das máximas expressões culturais de um povo. Neste sentido temos a agradecer os cristãos utilizam o vinho como lembrança do sangue de Jesus. Digo isto porque os vinhedos foram distribuídos para o interior da França, por exemplo, principalmente o vale do Loire e a região de Champagne, pelos monges, pois, no fundo precisavam produzir vinho para a celebração, mas não ficaram só nisto, ainda bem, caso contrário não teríamos o monge Dom Perignon afirmar quando bebeu o Champagne feito no mosteiro, ESTOU BEBENDO ESTRELAS.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More