Conheça mais sobre o vinho Chianti.

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Já publicamos aqui vários artigos sobre a Toscana e seus vinhos. Hoje vamos conhecer, de forma ágil, um pouco mais sobre Chianti.

Historia

As origens do nome que denomina a região é muito antiga e incerta. Emmanueli Repetti em

Le Filigare

seu Dizionario Geográfico Físico Storico della Toscana, de (1833-48), diz que a palavra Chianti vem do Latin: “O som estridente das trompetas” ou o “canto dos pássoaros”. Outras especulações dizem que Chianti deriva do nome de uma família Etrusca. (Os Etruscos habitaram a Toscana no século VIII A.C., até serem expulsos pelos Romanos no século IV A.C.)

O fato é que a região das colinas em torno de Florença, até a cidade de Siena, começou a receber o nome Chinati no século XIII, como indica oo livro de Montaperti, um registro Florentino sobre agricultura e atividades da região.

A produção de vinhos na região é datada da ocupação Etrusca. Foi o Grand Duque Cosimo III, produtor de vinho na Villa de Pogio a Caino, que em 1716 decretou os limites da região produtora de vinho Chinati. Essa área hoje corresponde a região de Chianti Clássico (Veja o mapa).

Nipozzano

Ao longo de todos estes anos, a história da região é intrincada, com muitas disputas, mas vale o registro que em 1932 surgiu o primeiro reconhecimento Legal da produção de vinho com esta denominação.  O vinho da área definida por Cosimo III em 1716 poderia usar o nome Chianti Clássico e outras áreas adjacentes poderiam usar apenas a denominação Chianti, são elas: Montalbano, Rufina, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colli Areniti e Colline Pisane.

Não houve qualquer regulamentação da produção até 1967 quando foi criada a DOC Chianti Clássico, seguindo a área delimitada em 1932. Nesta Denominazione di Origene Controllata são aceitas as seguintes variedades de cepas:

Regulação

Sangiovese

  • Sangiovese de 50 a 80%
  • Canaiolo Nero de 10 a 30%
  • Trebbiano Toscano e Malavásia del Chianti de 10 a 30%
  • Até 5% de cepas complementares, especialmente Colorino.

Em 1984 foi instituída a DOCG: Denominazione di Origene Controllata e Garantita. As proporções de cepas permitidas são:

  • Sangiovese de 70 a 90%
  • Canaiolo Nero de 5 a 10%
  • Trebbiano Toscano e Malavásia del Chianti de 2 a 5% para Chianti Clássico e 5% a 10% para outras áreas.
  • Cepas complementares: Até 5%.

A determinação desta DOCG restringiu bastante a produção da região e melhorou o nível de qualidade. Tanto a DOC como a DOCG possuem outras regulamentações de produção que eu não vou detalhar aqui.

As colinas de Chianti, um lugar lindo.

A DOCG permite dois tipos: Normale e Riserva sendo que a diferenciação entre eles tem relação com o tempo de envelhecimento. O Riserva deve envelhecer muito mais. Não irei detalhar porque tratam-se de regras que variam de região para região.

Na região do mapa as variedades de solo, clima, tipos de clones utilizados oferecem uma riqueza muito grande.

chianti

Toscana

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Pesquisa realizada no Livro Chianti and the wines of Tuscany, Rosemary George.

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