Opinião Nosso Vinho: Velho Mundo VS Novo Mundo.

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É inegável que o mercado global de vinhos vive um momento especial. Não estou falando de vendas necessariamente, mas de novidades, estilos, marketing.

O velho mundo, na minha opinião, “sentou no pudim”, ou seja, ficou se “sentindo” e não entregou tanta inovação como o Novo Mundo. Países como Chile, Argentina, Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia, entregaram muito mais.

Por outro lado, penso que esta sede, esta pressa imposta pelo mercado e incentivada pelo Novo Mundo está desperdiçando boas safras de forma muito afoita. O Vinho deve esperar e ter paciência. É inacreditável, mas a discussão da vez é a safra de 2006. Quase uma ejaculação precoce.

Eu mesmo já cometi infanticídios de vinhos maravilhosos. Por ansiedade.

Tudo muito compreensível, o Novo Mundo quer acelerar e o velho Mundo não quer ficar para traz.

De uma forma PARCIAL e INJUSTA, eu penso que o equilíbrio entre o novo e o velho está na Toscana. Onde tradição e inovação convivem com calma e tolerância. Não é por outro motivo que os vinhos Italianos estão no topo em vendas, com um bom equilíbrio entre preço e qualidade.

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1 Comment
  • Daniel
    Março 20, 2009

    Concordo!,
    porém acredito na força dos produtores do velho mundo, devido a série de limitações que eles têm. Veja, a região de Bordeaux tem aproximadamente 15000 plantadores de uvas, imagine isso numa região do tamanho de São Bernardo do Campo. Cada produtor tem praticamente um campo de futebol para cada um produzir suas castas, isso acaba refletindo nos preços dos vinhos. Diferentemente do que acontece na Austrália, ou nos Estados Unidos, que são ricos em território.

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