Delas Freres, Tavel La Comballe Rose 2007

O Peter é advogado em Porto Alegre, mas adora enologia. Na verdade ele sabe muito do assunto e você pode ler seus comentários aqui no NOSSO VINHO. Ele conduziu uma degustação na Grand Cru de Porto Alegre no dia 21 e aqui está a sua indicação para o NOSSO VINHO, aí vai o texto do Peter.

Viajando para a região de Avignon, França, chegaremos à Tavel, terra de um dos mais renomados vinhos roses do mundo.

 

O VINHO: Delas Freres Tavel La Comballe 2007 produzido por uma das grandes da região. O site www.delas.com

 

AS CASTAS: Grenache e Cinsault são a base deste espetacular rose.

A REGIÃO: Acima de Avignon e da região da Provence, Tavel, também se caracteriza pelos vinhos roses aliás, bem ao estilo da região, um dos principais pontos turísticos da França, com clima ameno o ano todo.

CARACTERÍSTICA: Mais encorpado que o rose português, mas mantendo a acidez no ponto certo não o tornando um vinho cansativo. Nariz lembrando a frutas vermelhas, estruturado o suficiente para enfrentar pratos mais condimentados. É produzido na única região demarcada da França que produz somente roses.

IMPRESSÕES: Fantástico, coitado do português, ficou simplesmente arrasado. Eu nunca havia apreciado um rose de tamanha magnitude.

Delas Freres, Tavel La Comballe Rose 2007

A foto do topo é de uma rua em Avignon no final do dia.

Leia mais sobre a Provence aqui

3 Comentários
  1. peter wolffenbü Diz

    Paulo, alguns esclarecimentos se fazem necessários quanto à comparação dos rosés, para que o português não saia tão derrotado.

    De uns tempos para cá os supermercados aparecem inundados de vinho rosé. Mas já se perguntou porque razão, havendo tão pouco interesse em vinhos rosés, tradicionalmente era um vinho destinado a senhoras e as 'abuelita' avós de carteado, de um momento para o outro tudo quanto é produtor sul americano decidiu lançar um rosé?

    Tudo tem uma explicação e bem simples. Na verdade os produtores bem sabiam que se vendia pouco rosé, mas também pouco investiam na sua produção. A maioria dos rosés que por aí se vendem (embora também haja boas e honrosas exceções) são meros subprodutos do vinho tinto que, em vez de jogar fora, a sangria, se engarrafa e vende com uma belíssima cor salmão ou rosada.

    É que de uns anos par cá muitos consumidores passaram a gostar de tintos, mas não basta ser tintos, tem que ser retintos, com concentração máxima de cor, aroma e álcool bem ao estilo vinho new world.

    Mas como é que, de um momento para o outro, se começou, também, a produzir rosés, principalmente os argentinos que são poderosas bombas de cor e de fruta, com teores alcoólicos que já ultrapassam os 14 graus? Alguns parecem até groselha de tão adocicados que são.

    Há conhecimento e tecnologia aplicada, mas um dos segredos é realizar a sangria do vinho tinto. Ao sangrá-lo, isto é, ao retirar-se parte do sumo proveniente da prensagem da uva, aumenta-se a concentração do mosto e a respectiva cor, originando assim vinhos mais complexos e frutados. Bem e a sobra? ela virou o vinho rosé. Mas isto tudo não quer dizer que são ruins e sim que foram feitos de maneira diferente dos tradicionais rosés franceses.

    No caso específico o rosé português, era um vinho feito neste estilo. Completamente diferente do Tavel que desde a videira até a garrafa é trabalhado para ser um rosé, portanto, quando se prepara o mosto com uvas tintas, logo separa-se a casca para que possa ser vinificado como rosé, claro que o tempo de contato da casca com o mosto determinará a cor do rosé e sua intensidade aromática.

    A ideia da comparação na degustação foi ver, ao vivo e a cores, exatamente qual a diferença entre o rosé de sangria e o rosé que foi projetado para ser um rosé. Espero que não tenha me alongado na explicação, alguns acham enfadonho.

  2. Alexandre Queir&oacu Diz

    Paulo,

    Este já está na lista dos próximos a serem degustados.[

    Abraço!

    Alexandre.

    1. peter wolffenbü Diz

      Alexandre, depois avisa o que pensa sobre este rose. As comparações são sempre interessantes.

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