Você precisa conhecer o Restaurante Gaiana.

O restaurante de hoje não fica em São Paulo, mas sim a 120 km da capital. O Gaina é um restaurante moderno, de estilo italiano contemporâneo que fica em um dos condomínios mais bem estruturados do litoral Paulista e talvez de todo o Brasil, a Riviera de São Lourenço.

O Gaiana fica de frente para o mar em um terreno imenso, com mesas no jardim gramado, mesas em decks e varandas em um terceiro ambiente interno, bem mais sofisticado e com ar condicionado para aqueles dias que você ficou com saudades de São Paulo.

A varanda do Gaiana

Como o proprietário do Gaiana Ricardo Trevisani já trabalhou no restaurante Gero no Rio de Janeiro, o Gaiana traz em seu menu e serviço uma similaridade com os restaurantes do Rogério Fasano. A possibilidade de você ficar infeliz no Gaiana é próxima de zero. O serviço é atencioso, o lugar é esplendoroso, o cardápio variado, sofisticado e muito bem elaborado. Claro, se você chegar para jantar em uma noite de sábado da alta temporada, vai se decepcionar com uma espera que pode chegar a duas horas. Outro motivo para o Gaiana estar aqui é o fato deles terem uma adega incrível, com boa presença de vinhos da Itália, França e Nova Zelândia. O Sommelier do Gaiana é um sujeito especial, o Amadeus, tem grande conhecimento enológico e uma simpatia aliada a simplicidade que encanta a todos. Prepare-se para gastar um bom dinheiro, mas tenha certeza de que ele será muito bem recompensado. Uma boa recomendação de prato é o Risoto ao Mare, com lulas e camarões. Peça ao Amadeus um bom Sauvignon Blanc ou Chardonnay e ele vai encantar você.

A foto do topo é a visão da praia através da varanda principal do Gaiana.

Visualizar Gaiana Restaurante & Vineria em um mapa maior

 

Infelizmente este post fica como recordação pois o Gaina não existe mais.

3 Comentários
  1. Didu Russo Diz

    Paulo amigo, segue texto que fiz há dois anos e que ainda é super válido. O Gaiana é um paraíso no litoral paulista. Saúde!

    Não me canso de falar das vantagens de se viver em São Paulo com a diversidade que temos de tudo, porém, nos falta uma coisa: o Mar. Assim, quando bate aquela saudade de maresia eu costumo descer a rodovia dos Imigrantes, chegar até a Riviera de São Lorenço para passar o dia, tomar um banho de mar e depois visitar o Gaiana do Ricardinho Trevisani (13 3316 8074) para bebericar de frente para o mar, com elegância e requinte algum vinho próprio para a ocasião. É um programa ótimo. A última vez que fiz este “bate-e-volta” fiquei agradavelmente surpreso por encontrar duas mesas de estrangeiros tomando o Espumante Rio Sol Rosé. Bem, com um Sommelier como o sr. Amadeus também, só se pode esperar coisas assim… ele é uma jóia de pessoa em elegância e competência.

    Para os radicais que não acreditam que se possa produzir bons vinhos fora dos paralelos 30º a 50º, norte ou sul, aviso que devem reavaliar suas convicções, pois as conquistas que os portuguêses da ViniBrasil estão fazendo no nosso sertão de Pernambuco, são simplesmente extraordinárias.

    O mais incrível sobre o paralelo 8 sul é que os 300 dias de sol e a fertilidade conseguida pelas águas do São Francisco, promovem o que se chama de Ciclo Vegetativo Contínuo, no qual a planta não para de produzir.

    O ciclo da videira então é definido por um processo de controle de poda e de irrigação. Não é a natureza que determina este ciclo, como acontece em qualquer vinhedo no mundo. Em Petrolina é o enólogo português João Santos que determina o ciclo da videira!

    Pois bem, o sr. João Santos e seus colegas da Universidade de Lisboa, dividiram os 500 hectares de terra do vinhedo em 25 parcelas, controlando cada uma delas com uma data diferente resultando em 25 colheitas anuais! Só no Brasil acontece isso. Os vinhos Rio Sol poderiam ter em seu rótulo o ano e o mês da colheita…

    E acreditem, eles estão fazendo produtos bastante bons como os Rio Sol Cabernet/Syrah, o Paralelo 8 e os Espumantes, o meu predileto é o Espumante Rio Sol Rosé (Syrah), que não tem traços adocicados e nem o amargor no fundo de boca tão comuns em espumantes inferiores. Se vale um endôsso, o espumante foi elogiado pela Madame Béatrice Cointreau, proprietária da Maison Gosset, um dos melhores Champagnes, que considerou este espumante muito agradável e muito próprio para nosso clima. Também Jancis Robinson, a famosa crítica de vinhos inglesa comentou que este vinho não é do “Novo Mundo”, mas sim de uma nova categoria chamada “Nova Latitude” e sobre os tintos acrescentou: “Um vinho tinto respeitável e deliberadamente moderno”. Aproveite pois é bom e barato. Saúde!

    1. Paulo Diz

      Didu, obrigado por visitar o Blog.
      Um abração

  2. P. Queiroz Diz

    Muito chato atualizar o post dizendo que desde 2017 o Gaiana não existe mais e que o Maremontti tomou seu lugar. 🙁

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