Nieport Charme, Douro 2007

Tirando o atraso de dezenas de rótulos não classificados e já provados, aqui vai mais uma garrafa abatida há poucos dias. Foi em um jantar intimo, em uma dessas noites gélidas que São Paulo tem nos oferecido. O primeiro fator a favor do vinho é a safra de 2007, quando do Douro mandou muito bem e gerou vinhos excelentes. Depois o produtor, tradicional de vinhos do Porto que agora se especializa em grandes vinhos de classe mundial. O processo de fabricação contou com 16 meses em barricas francesas de carvalho que conferiram muita classe a este vinho. O solo do terreno, basicamente feito de xisto trouxe ao vinho uma personalidade mineral e marcante. As videiras com idade entre 70 e 100 anos tornaram o vinho suculento, encorpado. O mix de Tinta Roriz, Touriga Franca e outras pequenas parcelas de uvas indígenas deram ao vinho complexidade de sabores.

Pronto, temos um vinho denso, musculoso, porém fresco, com taninos vivos, sabor de cereja e framboesa, elegante e com final mineral e maneirado. Não sobrou uma gota sequer.

 

 Nieport Charme, Douro 2007

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