Uva

Qual a diferença entre as uvas do vinho e as que comemos?

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Uma espécie caprichosa conhecida como Vitis vinifera, produz uvas que são especificamente cultivadas para a produção de vinho. As uvas para vinho, ao contrario das uvas que comemos, tendem a ser menores, tem a pele mais grossa e contem sementes. Também existem outras espécies, principalmente para comer. Quase ¾ de todas as uvas produzidas no planeta são para o propósito específico de fabricar vinho. A Vitis vinífera é mãe e pai de quase mil variedades diferentes. Embora cada variedade tenha a sua própria personalidade, algumas características base são comum a todas: Uma uva madura consiste de aproximadamente 85% de água, 13% de açúcar, com os restantes 2% de pele e sementes. As uvas são uma espécie exigente, para quem o sol o calor, a água, a terra e o local tem um papel fundamental.

As uvas adoram sol, calor, umidade, mas nenhum destes em excesso. A uva ideal seria produzida em dias longos e mornos, com noites frescas e alguma chuva. A Vitis vinífera adora terra ruim, como barro, calcária, cinza, ardósia, cascalho, xisto e granito. Parece um paradoxo mas as uvas vão prosperar mesmo em um solo muito pobre em nutrientes. Os melhores vinhos do mundovem de solos podres, áridos e muito pouco generosos. Parece mesmo que as uvas gostam de trabalhar duro para sobreviver, quanto mais difícil o terreno, melhor elas ficarão.

Outro ponto é que as uvas prosperam mais em declives, pois esse tipo de terreno propicia uma perfeita drenagem do solo e desta forma as uvas nunca receberão água demais. Outro ponto é que declives recebem geralmente um maior impacto de luz solar. Portanto, declives em altitude garantem as uvas muito sol, com pouca água no solo e temperaturas mais amenas. Informações do livro de Matt Skinner, “Sem Segredos” Larousse.

Agiorgitiko

Esta uva tinta de nome dificílimo é típica da Grécia e possui um largo espectro desde levemente rosé até tinta muito escura. Produz vinhos potentes na região do Peloponeso. Tem sabores de framboesa, amora, pimenta preta e avelã. Pode-se considerar uma uva rara, pois cresce em apenas 7.2000 hectares na Grécia.

Aglianico

Uma das uvas tintas mais produzidas na Itália, com sabores de pimenta branca, amora, ameixa e bastante defumada. Além da Campania, Sicília e Calabria na Itália, também é encontrada na Austrália, Argentina e em algumas partes da Califórnia. Se você gosta de bebidas com personalidade, vai gostar da Aglianico.

Airén

Uva barnca, originária e muito popular na região de Castilla la Mancha na Espanha. Como ela é a uva mais produzida na Espanha, está estigmatizada por vinhos de baixa qualidade.  Com esta uva se produz vinhos de baixa acidez. Traz sabores de maça, abacaxi e banana. Sem nenhum preconceito, existem uvas brancas melhores que esta.

Albariño

Para nós brasileiros a uva Albariño lembra vinhos de Portugal, mas em sua maioria ela é produzida na Espanha. Deliciosa, refrescante, produz vinhos muito leves e fáceis de beber. Tem sabores de limão, melão e nectarina. Parceira ideal dos frutos do mar.

Alicante Bouschet

Uma uva super tinta, um tanto rara, criada pelo botânico Henri Bouschet, através do cruzamento, da Garnacha com a Petit Bouschet no sul da França. Uma uva intensa que combina com alimentos de sabor intenso. Sabores de amora, framboesa, ameixa e tabaco. Encontrada em pequenas quantidades na França, Turquia, Tunisia, Marrocos, Portugal, Espanha e Chile.

Arinto

Esta é uma uva branca autóctone ou indígena de Portugal. Tem a característica de produzir vinhos brancos que podem evoluir ao serem envelhecidos por sete ou mais anos. Uma boa companhia para peixes gordurosos. Tem sabores de limão, avelã, mel e camomila.

Assyrtiko

Mais uma uva branca natural da Grécia e com nome difícil. Os seus melhores exemplares vem da ilha de Santorini. Servida na Grécia com ostras e salada de tomate-feta. Pode ser considerada rara, pois sua área de cultivo é de aproximadamente 4 mil hectares.

Baga

Uva tinta portuguesa que produz vinhos tintos e espumantes rosés. Sabores de ameixa, groselha, côco e amoras. É preciso ser um tanto cauteloso ao escolher vinhos de Baga, pois muitos possuem baixa qualidade.

Barbera

É a segunda uva do Piemonte no norte da Itália, menos Rústica que a Nebbiolo e com mais sabores de cereja. Sua acidez é mais leve, bem como seus taninos. Quero ainda mencionar que Barbera oferece vinhos de excelente custo benefício. Sobretudo os vinhos produzidos em Alba. Sabores de cereja, alcaçuz e ervas secas.

 

Blaufränkisch

Uma tinta Alemã, que se adaptou a muitos outros climas e solos. Hoje é cultivada no na Romenia, Croácia, Eslovênia, Austria e Perú. Produz vinhos intensos que ficam bem com as salsichas apimentadas da Alemanha.

Bobal

Uma uva tinta pouco conhecida fora da Espanha, mas largamente produzida naquele país. Hoje já é a segunda cepa espanhola em produção. Muito frutada, cai bem com frango grelhado. Sabores de Ameixa, alcaçuz e chá preto.

Bonarda

Uva tinta que cresce ao lado da Malbec Argentina. Faz vinhois muito frutados e cai bem com pratos apimentados. Tem sabores que lembram cereja, ameixa e figo.

Brachetto

Uva rara, tinta, do norte da Itália na região do Piemonte. Uma uva doce e perfumada. Ideal para sobremesa. Sabores de morango, laranja, amora e creme.

Cabernet Franc

Esta é a velha companheira e mais antiga que a Cabernet Sauvignon, hoje mais utilizada em misturas, Originária de Bordeaux, pode ser encontrada no Loire, na África do Sul e na Austrália. Aromática e talvez mais complexa que a Cabernet Sauvignon, produz vinhos deliciosos e minerais.

Cabernet Sauvignon

Esta é a rainha das uvas tintas, um cruzamento natural entre a Cabernet Franc e a Sauvignon Banc. Os melhores exemplares da uvas são exuberantes em sabor, elegância e capacidade para envelhecer. Se adapta a muitas regiões do planeta, mas gosta mais dos climas quentes. Ela é nativa de Bordeaux, mas encontra grande qualidade na Itália, Espanha, Chile, Argentina, África do Sul, Austrália e Califórnia. Como é produzida em todo o mundo o Cabernet Sauvignon assume muitos sabores e aromas, mas podemos encontrar coisas como cereja, hortelã. Couro, eucalipto e ameixa. Com casca muito grossa, oferece grande acidez e longa vida.

 Carignan

Originária da França, esta uva aprecia o Sol e consegue melhores resultados na região do Languedoc-Roussillon no sudoeste da França. Produz em vinho encorpado e rústico, altamente ácida e difícil de amadurecer.

Carmenére

Original da região de Medoc em Bordeaux, esta usa foi dada como extinta na Europa na praga de filoxera no século XIX. Quando produtores Chilenos solicitaram um teste de DNA em 1994 para sua produção de Merlot, perceberam que tratava-se de Carmenére. Uma uva difícil de cultivar. Possui uma cor vermelha lilás e sabores de amora, couro e especiarias. Alguns peritos ainda confundem Carmenere com Merlot.

Castelão

Uva tinta e rara de Portugal, utilizada em blends com muitas outras uvas locais para vinhos regionais de baixa produção. Sabores de morango e cereja.

 Chardonay

A rainha das uvas brancas encontra o seu potencial máximo na Borgonha, onde alguns vinhos artesanais podem envelhecer por muitos anos. Por serem vinhas que aderem suas raízes em qualquer lugar, atingem diferentes aromas e sabores dependendo do terreno e tipo de solo. No hemisfério norte o sabor varia de cítrico a levemente doce. No calor do hemisfério sul traz aromas suaves de frutas tropicais, como pêssego, pêra e abacaxi.

Chenin Blanc

Seu território natural é o Vale do Loire na França, onde produz vinhos adocicados, ultra-secos e espumantes deliciosos. Seus sabores variam de maça verde, pêra e ervas frescas. A Chenin Blanc tem sabor melhor em sua maturidade.

Cinsault

Uma uva tinta, minoritária no Rhone também cultivada na Provence. A Cinsault pode também ser encontrada na Turquia, Tunísia, África do Sul, Marrocos, Algeria, Estados Unidos e Chile. Produz vinhos tintos e rosés. Tem uma característica leve, floral e frutada, com taninos mais leves.

Colombard

Cepa branca, que apesar de ser encontrada em muitos países, inclusive no Brasil, tem sua grande produção concentrada na França, Estados Unidos e África do Sul. Com sabores e aromas de maça verde, erva cidreira e melão. Uma uva que comumente é combinada com o Chardonnay e Sauvignon Blanc, gerando vinhos leves e muito fáceis de beber.

Concord

A Concord é uma uva tinta, derivada da espécie Lambrusca Italiana, criada em Massachusetts e a uva mais plantada no Estado de Nova Iorque. Você também encontra a Concord no Canadá. Produz vinhos frutados, com toque de terra, almíscar e cominho.

Cortese

A Cortese é uma uva branca e considerada rara, pois é cultivada apenas na Itália em 7300 acres É conhecida como Cortese de Gavi, região Piemontesa no norte da Itália, quase divisa com a França. Excelente para acompanhar frutos do mar, com sabores de lima e maça.

Dolcetto

Dolcetto é uma uva tinta do Piemonte na Itália, o significado é “doce pequena”, produz vinhos deliciosos e de bom preço. Taninos alegres e vivos, com sabores de ameixa, amora e chocolate. Os vinhos Dolcetto de alguns produtores de grande qualidade ainda trazem temperos de pimenta preta e aroma de violeta.

Falanghina

Uma uva do sul da Itália, da região de Campania, produz vinhos minerais e refrescantes, excelentes para o calor. Sabores cítricos, pêssego e mel. Encontrada em duas espécies a Falanghina Beneventana e Falanghina Fregea. Produção limitada a 7500 acres.

Favorita

Tem gente que estuda “formigas”, como eu enxergo mal, estudo vinhos.

Favoritta é uma variedade de uva branca que foi introduzida no Piemonte por mercadores da Ligúria há mais de 300 anos atrás. Atualmente produz vinhos brancos muito firmes, secos e ácidos. A única D.O.C. da uva é a Langhe Favoritta Cascina Chicco. Muitos dizem que a Favoritta tem mas mesmas características da Vermentino da Toscana. Gianini Gagliardo é considerado o campeão da Favoritta. Uma uva que ainda não conheço.

Fernão Pires

Uva branca de Portugal, a mais comum naquele país, com mais de 23 mil acres de terras plantadas. Entrega vinhos brancos de intensidade, com sabores de lima, pêssego e até mesmo cravo. Os críticos indicam a Fernão Pires como ideal para acompanhar sushi.

Fiano

Cepa branca de Campania na Itália, rica, de textura macia e baixa acidez, com sabores de lima, avelã e pão torrado. Os vinhos são ricos e excelentes para acompanhar carnes brancas.

Frappato

Uva tinta da Sicília na Itália, muito rara, produzida em apenas 1800 acres, traz vinhos complexos, temperados com sabores de morango e tabaco. Bom para acompanhar assados.

Friulano

Espécie branca italiana, muito confundida com a Sauvignon Blanc, sabores de grapefruit ou toranja, pêra e pêssego. Bom par para saladas e vegetais grelhados. Mais recentemente o Chile tem produzido esta uva.

Furmint

Cepa branca da Hungria, mas também cultivada na Eslovênia, Croácia e no Brasil. Produz os renomados vinhos de sobremesa Hungaros: Tokaji. Sabores de lima, maça verde e gengibre.

Gamay

Uva tinta francesa, floral e leve, mais usada na produção de Beaujolais com sabores de romã, cereja e violeta. Pode acompanhar bem um salmão ou até um estrogonofe. Virou um pop star com o Beaujolais Nouveau, quando em novembro milhares de pessoas vão para a cidade Medieval de Beuajolais para o festival do seu lançamento. Também pode produzir vinhos maduros, suculentos e que não são muito pesados..

 

Garganega

Cepa branca da região de Verona na Itália, usada na produção da denominação Soave, produz vinhos secos, com notas de tangerina e melão. Acompanha refeições leves como saladas e peixe.

Gewürztraminer

Nós brasileiros associamos a Gewürztraminer à Alemanha, mas esta é uma uva produzida na Italia, Ucrania, Bulgaria, mas também na Argentina, Austrália e Estados Unidos. Faz vinhos brancos de aroma intenso de lichia e rosas. Os vinhos são melhores na sua juventude, com alta acidez. Curiosamente é um bom par para a cozinha Indiana.

Grechetto

Uva branca, rara, cultivada na Italia, na cidade de Orvieto na Umbria e Lazio. São Muito secos e no sabor lembram até mesmo um vinho rosé. Toques de pêssego, melão, morango e flores silvestres. Perfeita para acompanhar peixes.

 

Grenache

Cultivada na Espanha, França e Austrália, é amplamente utilizada como composição de blends e como varietal. Produz vinhos pesados e concentrados, também é amplamente utilizada em vinhos roses. Oferece sabores de framboesa e ameixa, com odores de pimenta do reino. Baixa acidez e taninos macios.

 Grenache Blanc

É uma mutação de cor da Grenache que produz vinhos brancos encorpados que podem ser envelhecidos em barricas de carvalho. Resulta em vinhos cremosos com sabor de lima, pera e pão torrado. Bom para peixes grelhados.

Grüner Veltliner

Cepa branca austríaca, muito popular naquele país, com toque herbáceo e grande acidez. Toques de limão, aspargos, pêra e pimenta branca. Boa companhia para comida japonesa e carne de frango.

Malbec

A uva encontrou seu melhor nas altas altitudes da Argentina. Por conta disso possui um longo amadurecimento com muita acidez. O vinho feito com Malbec é super tinto, com sabores de ameixa madura, especiarias e grande intensidade.

 Marsanne

Cepa branca, rara, original da região do Rohne, mas hoje espalhada em países como Estados Unidos, Suiça, Itália, Austrália, Uruguai e Argentina. Rica em sabores de fruta como marmelo, laranja e damasco. Acompanha bem camarão e lagosta, al~em de cozinha asiática.

Mencia

Cepa branca, rara, original da região do Rohne, mas hoje espalhada em países como Estados Unidos, Suiça, Itália, Austrália, Uruguai e Argentina. Rica em sabores de fruta como marmelo, laranja e damasco. Acompanha bem camarão e lagosta, al~em de cozinha asiática.

Merlot

Por muitos anos Merlot foi apenas uma uva para a composição de misturas com Cabernet Sauvignon para acrescentar um pouco mais de peso e intensidade. Merlot é a uva tinta mais plantada em Bordeaux. Mais recentemente os mercados do Reino Unido, Austrália e Califórnia estão consumindo muito esta uva. Cheia de sabor, Merlot tem sabor de fruta madura e no Novo Mundo são mais redondos com toques de ameixa e baixo tanino natural.

Monastrell

Monastrell na Espanha ou Mourvèrdre no sul da França, essa uva tinta produz vinhos profundos, musculosos, com sabores de especiarias. Mourvèdre é originária do Vale do Rhone na França, onde é usada como componente na mistura com Grenache e Syrah. Muito recomendado para o famoso churrasco brasileiro ou argentino. Cerca de 85% de sua produção está na Espanha, mas além da França é encontrada em muitos outros países, tanto do velho continente, como dos novos continentes.

Montepulciano

Uma uva tinta que produz vinhos de boa qualidade, sobretudo da região de Abruzzo na Itália. Sabores de cereja, pêssego e especiairias. Seus vinhos vibrantes de taninops bem vivos, caem bem com pratos mais gordurosos.

Moscatel de Setubal

Produz vinhos fortificados, doces e perfeitos pata sobremesa. Como o nome diz, originaria da província de Setubal em Portugal. Sabores de uva branca, laranja, mel e caramelo. Tem variações desde branco até tinto.

Moschofilero

Uma raríssima uva da Grécia da região de Trípoli, plantada em apenas 2300 acres. Produz bebidas muito aromáticas, Sua pele é rosa e por isso produz vinhos rosés. Traz sabores de rosas, melão, grapefruit, limão e amêndoas.

Muscat Blanc, ou Moscato.

Uma uva que hoje cresce em várias regiões da Europa, Africa do Sul, e até mesmo no Brasil. Surgiu na Grécia há milênios. Produz vinhos delicados, brancos, doces, levemente frisantes. Aromas de flores de laranjeira, lima, laranja e pera. Entre tantas variedades, destaco o Moscato da cidade de Asti no Piemonte, que produz vinhos de sobre mesa levíssimos e elegantes com apenas 6% de álcool.

Nebbiolo

Nebbiolo produz vinhos fantásticos, mas também produz vinhos muito sem graça. A origem dessa uva é o Piemonte no noroeste da Itália. Os melhores vinhos possuem uva concentrada, taninos poderosos, super secos. Os melhores Nebbiolos exalam toques de alcatrão, rosas, cereja, azeitona preta e alecrim. Uma das mais aromáticas uvas que conheço. Os grandes Barolos (que utilizam a uva Nebbiolo), deixam um aroma de tabaco no final da taça. Eu não poderia deixar de fazer uma homenagm a minha uva preferida, juntamente com a Sangiovese a Nebbiolo oferece os vinhos para o meu gosto, taninos super fortes, super secos e uma vivacidade única.

Negroamaro

Uma uva originária do sul da Itália, traz aromas de alcatrão, cereja, especiarias e terra. Pode ser encontrada na Austrália e Estados Unidos.

Nerello Mascalese

Uva tinta, de baixa concentração, produzida em pequenas quantidades da Italia, próximo do Monte Étna na Sicília. Existe uma surpreendente proximidade com a Pinot Noir. Produz vinhos leves, artomáticos, sabor cereja e laranja. Pode-se dizer que é uma uva rara.

Petit Verdot

Esta uva francesa, considerada uma uva tinta coadjuvante na composição de Bordeaux, tem mostrado bons resultados varietais, tanto na França como em Portugal. Produz vinhos encorpados com aroma de cereja, violeta, e lilás.  Bom para pegar pesado com hamburgers e carne de porco.

Petite Sirah

Faz vinhos de cor pouco intensa, porém de corpo denso. É uma parente ou cruzamento entre a Syrah e a rara uva Peloursin dos Alpes franceses. Sabores de Blueberry, Chocolate preto e pimenta preta.

Primitivo / Zinfandel

Primitivo na Puglia e Zinfandel na Califórnia as uvas são geneticamente idênticas. Possui um aroma adocicado de frutas, de couro e violetas. O Primitivo é muito mais contido que seu irmão Americano. Por muitos anos pensava-se que eram uvas diferentes, mas foram os testes de DNA que revelaram essa similaridade genética. Como são realmente diferentes na intensidade, fica claro que o Terroir faz a diferença.

Pinot Blanc

Uma branca, leve e seca. A Pinot Blanc uma mutação da Pinot Noir qiue entrega vinhos refrescantes de sabor de pera e pêssego. Uma das uvas que compõe a denominação Franciacorta ou “Pequena França”, na região de Verona no Norte da Italia.

Pinot Gris

Pinot Gris ou Pinot Grigio é uma mutação rosada da Pinot Noir que ficou famosa por produzir vinhos brancos ultra suaves, ideais para acompanhar peixe. 45% da produção veem da Italia, mas você encontra a Pinot Grigio nos Estados unidos, na Alemanha, Australia, França, entre muitos outros lugares do mundo.

Pinot Noir

O cultivo, o terreno e o clima influenciam muito essa uva que é considerada a mais leve das uvas tintas. Cotes de Nuits na Borgonha é a sua origem e onde o seu preço pode ser exorbitante. A uva também é usada para fazer Champagne, quando misturada a Chardonnay e Pinot Meunier. É raro encontrar um bom Pinot Noir fora da França, mas Chile e Nova Zelândia estão melhorando.  Seus sabores são de morango, framboesa e cereja, com odores de especiarias, trufas, cedro e terra.

Pinot Neunier

Essa uva adicionada a mistura de Chardonnay e Pinot Noir dá o toque especial à Champagne.

Pinotage

Seu lar é a África do Sul e é um cruzamento entre a Pinot Noir e a Cinsault. Uma uva que produz vinhos com aromas de fruta madura, encorpado e próprio para carne.

Picpoul

Uma uva branca francesa e muito antiga, com sabores de maça verde, amora de flor de limoerio e um toque salino. Hoje praticamente 100% de sua produção está na França.

Roussanne

Juntamente com a Marsanne, domina o sul da França na região do Rhone. Também encontrada nos EUA, Itália e Asutrália. Produz vinhos encorpados, ricos de sabores de chocolate branco, frutas do campo como pêssego e especiarias.

Sagrantino

Uma uva tinta francesa, bastante rara, com altos níveis de concentração de polifenóis ou anti-oxidantes. Uma uva com taninos super acentuados e adstringente e por isso adequada a pratos gordurosos.

Sangiovese

Aqui dou uma parada para declarar que essa uva é de longe a minha favorita. Aliás eu acho que vinho é sinônimo de Sangiovese. Oriunda da Toscana, está também sendo cultivada nos Estados Unidos e Austrália, sem muito sucesso. Possui aromas de cereja, ameixa e frutas silvestres.  Com um estilo Rústico (que eu adoro), também apresenta aromas de terra, tabaco e especiarias. Possui taninos super-secantes, o que credencia a uva para ser consumida com comidas gordurosas.

Sauvignon Blanc

Junto com Sémillon a Sauvignon Blanc tem uma papel importante na produção de vinhos doces de Sauternes em Bordeaux. Em Maconnais, a Sauvignon Blanc é utilizada na produção de vinhos ásperos e mineralizados em Pouilly-Fumé.

Savantiano

Esta é a uva rainha da Grécia, com 25 mil acres plantados nas ilhas. Produz vinhos brancos ricos, que lembram o Chardonnay. Sabores de maça verde, limão e melão.

Schiava

São muitas as variedades da Schiava, com destaque para a Schiava Gentile, que produz vinhos doces, aromáticos e leves. Sabores de morango, amora e rosa. Toda a produção é da Alemanha.

Semillion

Sua origem é francesa de Bordeaux, mas existem plantações de Semillion no Hunter Valley na Austrália, na África do Sul, Europa oriental e Grécia. Quando jovens, já são densos de sabor de pêssego e pêra. Nos vinhedos mais antigos pode se encontrar intenso aroma cítrico na uva, alem de torrada com mel, nozes e especiarias adocicadas.

Syrah

A Syrah vem do velho mundo, mais precisamente do Iraque e na era moderna se desenvolveu na França, onde é mais elegante e produz vinhos de meio corpo e mais delicados. No Novo Mundo possui um alter-ego chamado de Shiraz, que é extravagante em sabor de fruta, carvalho e densidade. Os sabores variam de groselha, ameixa e framboesa, quase sempre com toques de pimenta e especiarias. Atenção para os Shiraz da Austrália: sensacionais.

Tannat

A uva é francesa, mas hoje cerca de 35% da sua produção vem do Uruguai. Uma das uvas tintas com a maior concentração de antioxidantes. Ideal pata acompanhar carne assada na brasa.

Tempranillo

Também é conhecida como Tinta Roriz e Aragonês. Oriunda da Espanha, onde hoje promove uma verdadeira revolução na produção de vinhos de classe mundial. Possui um sabor forte de frutas com aromas de terra, especiarias e tabaco. Esta é a minha segunda uva preferida, pelo mesmo motivo que prefiro a Sangiovese, sua rusticidade.

Torrentés

Uma uva branca Argentina, muito seca, com sabores de limão, aroma de gerânio e casca de limão. Faz vinhos bons de baixo custo.

Touriga Nacional

Mais uma nota deste autor: Eu adoro os vinhos feitos com essa uva! É a base da vinicultira portuguesa, inclusive para os vinhos fortificados do Douro. Exatamente como o Cauvignon, chama uma uva parceira para ser suavizada. Profunda cor, quase uma tinta, a Touriga Nacional, que também é chamada de Tempranilo e Aragonês produz vinhos intensos e marcantes, com muita fruta.

Trebiano Toscano.

Uva branca Italiana, também produzida na França. Você ainda encontra a Trebbiano na Bulgaria, Uruguai, Portugal e Croácia. Sabores Pessego, Limão e maça verde.

Verdejo

Uma uva de características heráceas, praticamente exclusiva da região de Rueda na Espanha. Nada tem haver com a Verdelho portuguesa. Uma uva ácida com sabores e aromas cítricos.

Verdelho

Bons exemplares dessa uva vem da Espanha e Austália e podem ser secas ou doces. Também são encontradas na ilha da Madeira como combinação de uvas que compõe os vinhos fortificados. Produz um vinho de cor muito pálida, cheira a maracujá. Pode ser confundida com Sauvignon Blanc quando usada como varietal.

Verdicchio

Produzido no Marche, região central da Itália em baixíssimo volume. Faz vinhos ricos com muito aroma de limão e sabor cítrico, com fartura de especiarias. Um vinho que pode muito bem ser envelhecido em madeira

Vermentino

A uva branca popular da Sardenha na Itália, e pode produzir vinhos de envelhecimento em barril. Tem algum corpo e cai bem com saladas. Sabores de limão, grapefruit e maça verde.

Viognier

Nativa das escarpas de Condrieu, no Vale do Rhone, esta uva garante vinhos com alto grau de álcool, 15 graus. Tem sido encontrada na Austrália e África do Sul. A uva tem aroma característico de abricós, casca de laranja e flores. Na boca é pesada e rica e em alguns casos oleosa. Tem sabor prolongado e baixa acidez natural. A foto do topo é de uma videira de Viognier.

Viura

Esta uva que também te o nome de Macabeo é originária da Espanha em Rioja e cai muito bem com a cozinha asiática por seu tom cítrico.

Xinomavro

Com este nome só poderia mesmo ser uma uva Grega, tinta e parecida com a Nebbiolo Italiana. Sabores de cereja, Anis e Tabaco.

Zweigelt

Uva tinta de origem Austríaca, com características próximas da Pinot Noir Francesa. Frutada, leve, com sabor de framboesa e pimenta preta.

Fontes:

“From Barolo to Valpolicella” de Nicolas Belfrage.

Matt Skinner: SEM SEGREDOS,

Wine Folly, The Master Guide – Madeline Puckette e Justin Hammack

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