Duas expressões diferentes da Tempranilo

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Ontem em um almoço com amigos ficamos muito impressionados como uma mesma região vinícola da Espanha, com a mesma uva Tempranilo, pode gerar vinhos com caráter tão diferente. Abrimos o almoço com um PS AALTO 2005, vinho que eu já  conhecia na safra 2004. Um verdadeiro “canhão”, super intenso em aromas, sabores, taninos, um vinho que foi evoluindo muito ao longo de uma hora da degustação. Ficamos todos encantados e não saíamos do mesmo assunto, elogiando as características do vinho, provavelmente vai ficar melhor ainda com o passar dos anos.

Na sequência, abrimos um Felix Callejo Selección de Viñedos de la Familia 2004, outro Ribeira del Duero, com a tradicional uva Tempranillo. A diferença já apareceu na cor, de um rubi mais brilhante e não tão escura como a do PS AALTO. O aroma também estava mais refinado, firme, porém floral e com menor presença de carvalho. Na boa tinha sabor de alcaçuz, forte presença de tabaco, semdo seus taninos poderosos mas muito mais equilibrados. Vou usar a expressão da Wine Spectator: Esse vinho não faz prisioneiros.

Ambos fantásticos mas com personalidade totalmente diferente. O primeiro é muito poderoso, arrebatador, hedonista. O segundo é sofisticado, equilibrado, floral e encantador.

Portanto meu amigo, ainda há saída para o mundo do vinho e não existe nenhuma obrigatoriedade para que os vinhos sejam todos iguais, embora muitos insistam para que isso ocorra.


O PS AALTO foi trazido pelo Alcir, nós rimos muito quando ele trouxe o vinho, porque entendemos como um golpe mortal aos outros que viriam. “Ele entrou de carrinho no joelho”, disse o José Aurélio, que trouxe o Felix Calljo, além do Barolo Tortoniano Michele Chiarlo,, que está descrito em outro post.

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