Os vinhos de Montepulciano

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Hoje tiramos o dia para conhecer Montepulciano e seus vinho típicos. Visitamos a Cantina Polizziano que tem 3 prédios de diferentes períodos, 1960, 1990 e 2000. Por lá, em 150 hectares se planta a Sangiovese. Eles possuem ainda em Maremma vinhedos de Cabernet Sauvignon e Merlot.

O sistema de produção é por gravidade. Produzem o Rosso di Montepulciano, Vino Nobile di Montepulciano e outros IGTs como o La Stanze e Asinone e Mandrone. Eu e os amigos Alcir, Manuk e José Aurélio experimentamos todos eles em uma breve degustação.

O Rosso di Montalcino é o vinho mais simples da Polizziano. Causou no Alcir, acostumado com os vinhos bordoleses e nada que custe menos que 200 Euros a garrafa, uma expressão assustadora de “pinga”. O homem quase desmaiou, mas segurou a onda sem nada comentar. Aliás nenhum de nós abriu a boca, pois o vinho é muito rústico, um tanto amargo e super secante. Porém, nosso anfitrião Marco nos premiou com os melhores vinhos da Casa. O Rosso de Montepulciano traz 80% Sangiovese e 20% Canaiolo e Colorino e não passa por madeira. É um vinho popular e típico da região.

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O próximo foi o Vino Nóbile de Montepulciano, que agradou mais a todos, embora ainda fosse bastante tânico e apesar da boa safra ainda estava muito jovem. O Vino Nobile de Montepulciano tem boa carga de carvalho, por onde passa por longos dois anos, além de mais um ano de afinamento na garrafa. Ele pode durar mais 10 anos em garrafa tranquilamente. Feito com 100% Sangiovese de diferentes vinhedos da Polizziano.

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Na sequência o Marco nos serviu o Asinone, um Cru também 100% Sangiovese, porém do mesmo vinhedo com vinhas de 30 a 50 anos de vida. Bem mais sofisticado e elegante que os demais. Chegamos então ao vinho que mais agradou ao Alcir, o Le Stanze que é 90% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot, trazendo de volta o sorriso do nosso Bordô Man. Este vinho é potente e encorpado e de longa guarda, eu gostei bastante desse vinho também. Vale contar a história da Polliziano que significa cidadão de Montepulciano e que foi um poeta do século XV, na verdade seu nome era Angelo Ambrogini. Le Stanze é o nome de uma de suas poesias.

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O último vinho que trouxe alegria ao José Aurélio e ao Manuk foi o Mandrone. Feito com 90% Cabernet Sauvignon e 10% entre Canaiolo e Petit Verdot. O José Aurélio achou tabaco, café, especiarias, com um fundo de framboesa. O vinho apesar de jovem estava pronto para agradar o paladar “worldwide”. O Manuk lembrou que o vinho atingiu 92 pontos pelo Parker. Que segundo nosso, quase Italiano, José Aurélio… “non me ne frega um cazzo”.

Foi uma manhã divertida onde rimos a valer do Alcir, como sempre.

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Montepulciano, Toscana

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