Doña Ascensión

Peter envia uma recomendação ao blog:

O Doña Ascensión é uma preciosidade feita vinícola Tacuil www.tacuil.com.ar, na Argentina, em Salta. Em nada lembrando a geléia geral que se tornaram alguns vinhos argentinos.

É um corte Malbec (80%) e Cabernet (20%), safra 2003.

Como é um vinhedo de altura e bota altura nisto 2.560 metros, com baixos índices de umidade é praticamente um vinho orgânico por natureza. A vinha recebe água pelo degelo dos Andes no sistemas de canais desenvolvidos pelos Incas.

O Malbec provem de videiras bastante antigas e de pé franco, ou seja, sem enxertia, consequentemente por lá não radicou-se a filoxera.

São 5.000 garrafas deste vinho, disse, 5.000 garrafas, portanto raridade. Quase toda a produção vai para o Reino Unido.

Álcool 13,7%. Cor rubi profundo mas brilhante, muito diferente da cor insondável de alguns vinhos argentinos.

No nariz e na boca é um vinho de guarda e assim se comporta. Frutas vermelhas, sem exagero, especiarias, detalhes de chocolate e baunilha. No fundo um interessante aroma de couro suado, sela de cavalo para ser mais preciso, ou para quem conhece, galpão de peão de fazenda.

Na boca ataque inicial forte, um vinho volumoso, taninos perfeitamente domados, estamos falando de sete anos de garrafa, final persistente e delicioso. Algo como quero mais um gole e podes tomá-lo pois mesmo com 13,7% de álcool, este não se torna forte ou saliente.

A boa notícia é que adquiri na Gran Cru no saldo de final de mês por R$ 70,00, 50% de desconto. A má é que a Gran Cru não trará mais a linha produzida pela Tacuil.

A Bodega fica na região da cidade de Salta na Argentina.

Conheça o blog do Peter: https://alemdovinho.wordpress.com

Doña Ascensión

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Comentários de 2010.

Rogério Horta
Submitted on 2011/07/02 at 13:07 | In reply to Alexandre Horta.

Meu irmão Alexandre abriu no restaurante Spadaccino em um agradável jantar, este belo exemplar argentino de uma das vinícolas mais altas do mundo.
 Apesar de ser um vinho de 2003 ainda estava em evolução pela presença de taninos firmes, um vinho que difere dos muitos Argentinos que já degustei, com certeza pelo terroir e sua esmerada produção.
 Vinho persistente com final prolongado, com sabores de frutas negras e carvalho não em exagero.
 Bela pedida




Alexandre Horta
Submitted on 2010/11/08 at 23:23

Também comprei esse vinho numa promoção da Grand Crú (final de Outubro/2010) e foi graças à insistência do vendedor que acabei incluindo duas garrafas na lista de compras. Em condições normais (e por ignorância) nunca compraria um vinho Argentino vindo de Salta. E ainda bem que aceitei o palpite.

Provei também um da safra 2003 e fiquei curioso quando o Rogério (o vendedor) comentou que já está em condições de ser bebido. Para mim não fazia sentido, afinal era um vinho de 2003!!!

E de fato, um vinho muito especial e com características muito diferentes dos vinhos argentinos feitos em série para agradar o paladar do mercado americano. Lembra mais um bordeux, dos mais "sedosos".

 

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