By Tinto, Vinhos
set 01

O injustiçado Cartuxa Évora 2004

Criado em: 01/09/2020 às 22:40 | Atualizado em: 08/08/2023 às 12:31

Curioso dizer que sempre fui encantado com o Pêra Manca, mas nunca havia experimentado o Cartuxa Évora. Um vinho que conheço faz tempo, mas que nunca chamou atenção na hora da compra ou da escolha em um restaurante. Precisou acontecer um fato diferente para que o Cartuxa chegasse à minha taça. Um dia desses, realizando a compra do mês, ganhei de “brinde” uma garrafa de Cartuxa Évora. Uma espécie de destino. Eu não prestava atenção no vinho e ele me foi dado de “brinde”, de desconto. Não é preciso dizer que a minha falta de atenção com o vinho passou ao estágio do desprezo. Nesta segunda feira relutei em abrir uma garrafa de vinho, mas o frio e a chuva incentivaram a vontade de beber vinho ao jantar. Olhando com desinteresse a adega, peguei sem querer o Cartuxa e pensei: Vamos ver do que o Sr. é feito. Uma surpresa o vinho é muito gostoso e sofria da injustiça do meu preconceito.

Produto da Fundação Eugênio de Almeida, o mesmo produtor do fabuloso Pêra Manca, o Cartuxa traz uma história interessante, segundo o produtor, este vinho associa a sua qualidade ao nome dos monges Cartuxos, que desde 1587 levam uma vida solitária de oração no Convento de Santa Maria Scala Coeli, em Évora. Resulta de uma criteriosa selecção de castas e é apenas produzido em anos excepcionais. Foi produzido pela primeira vez em 1987. É feito com as uvas Trincadeira, Aragonez e Alfrocheiro. O vinho é encorpado com forte presença de fruta e traz um toque de carvalho tostado. Seus taninos não são agressivo e no geral o vinho agrada bastante. O próximo eu faço questão de pagar.

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Cartuxa Évora 2004

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